Crianças maiores e adultos
Entre pacientes acima de um ano, o primeiro passo é certificar‐se de obstrução completa das vias aéreas, caracterizada pela ausência de tosse eficaz, som ou respiração. Confirmada a emergência, o socorrista deve posicionar‐se atrás da vítima, incliná‐la levemente para a frente e aplicar cinco pancadas vigorosas nas costas, usando o calcanhar da mão.
Se a obstrução persistir, realizam‐se cinco compressões abdominais: fecha‐se um punho, posiciona‐se acima do umbigo e abaixo do esterno, segura‐se o punho com a outra mão e empurra‐se rápido para dentro e para cima. Os dois métodos — pancadas e compressões — devem ser alternados até que o corpo estranho seja removido ou até que a pessoa perca a consciência. Em caso de desmaio, inicia‐se imediatamente a RCP tradicional, com 100 a 120 compressões por minuto.
Justificativa para a mudança
De acordo com a entidade norte‐americana, combinar golpes dorsais e compressões aumenta as chances de desobstruir as vias aéreas com segurança e rapidez. A revisão das diretrizes foi publicada simultaneamente nos periódicos médicos Circulation e Pediatrics. A AHA reforça que qualquer pessoa pode aprender as técnicas em cursos de primeiros socorros e RCP, encorajando treinamentos regulares para ampliar a chamada “cadeia de sobrevivência”. Informações completas sobre o novo protocolo estão disponíveis no site oficial da associação (heart.org).
Importância da capacitação
Segundo Ashish Panchal, presidente voluntário do Comitê Científico de Cuidados Cardiovasculares de Emergência da AHA e professor da Universidade Estadual de Ohio, o conhecimento prático em RCP de alta qualidade é determinante para salvar vidas. O médico ressalta que intervenções rápidas antes da chegada de equipes profissionais aumentam significativamente a sobrevivência em casos de engasgo ou parada cardiorrespiratória.
Organizações de saúde no mundo inteiro costumam adotar os protocolos da AHA como referência. Dessa forma, a atualização deve influenciar treinamentos de socorristas, cursos de primeiros socorros para leigos, grades curriculares de profissionais de saúde e materiais educativos em escolas e empresas.
O que não fazer
A associação mantém a orientação de não introduzir os dedos na boca da vítima, a menos que o corpo estranho esteja claramente visível. A prática, além de ineficaz, pode empurrar o objeto ainda mais para baixo e agravar a obstrução. Outra recomendação é evitar sacudir bebês ou aplicar força excessiva na região abdominal, medidas que podem causar lesões.
Como se preparar
Cursos de curta duração oferecidos por instituições de ensino, hospitais e órgãos públicos contemplam as técnicas atualizadas e simulam situações de emergência. A AHA disponibiliza material didático, vídeos demonstrativos e certificações reconhecidas internacionalmente. Investir algumas horas de treinamento periódico permite que familiares, cuidadores, professores e profissionais de diversas áreas ajam de forma correta enquanto o atendimento médico especializado é acionado.
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