Antes de iniciar qualquer procedimento, a agência recomenda que o paciente confirme quais áreas do corpo e quais volumes são aprovados para cada tipo de preenchedor. As informações constam nas instruções de uso fornecidas pelo fabricante e devem ser rigorosamente observadas pelo profissional responsável.
A orientação oficial inclui a consulta prévia a um profissional de saúde habilitado, capaz de avaliar a indicação, explicar benefícios e riscos e conduzir o tratamento de acordo com as especificações técnicas. Caso surjam sinais ou sintomas de complicação após a aplicação, a recomendação é buscar imediatamente assistência qualificada.
No comunicado, a Anvisa reforça três pontos considerados essenciais para reduzir ocorrências adversas. O primeiro é a verificação da regularização do produto. A compra deve acontecer apenas de distribuidores autorizados, e a embalagem precisa apresentar número de registro válido. O segundo é a confirmação de que o serviço onde se realizará o procedimento possui licença sanitária. O terceiro envolve a qualificação do profissional, que precisa ter formação apropriada e treinamento no manuseio do preenchedor escolhido.
A agência acrescenta a importância do cartão de rastreabilidade. Após o procedimento, o paciente deve receber esse documento, que contém dados sobre o tipo de material utilizado, número de lote e validade. Uma cópia deve permanecer arquivada no prontuário, facilitando o acompanhamento em caso de reações adversas e permitindo a identificação rápida de possíveis irregularidades na cadeia de produção e distribuição.
Se houver suspeita de evento adverso associado ao uso do produto, o profissional ou o próprio paciente pode notificar a ocorrência à Anvisa. O registro deve ser feito por meio do sistema Fala.BR, disponível na Ouvidoria da agência. A mesma plataforma serve para denúncias sobre produtos irregulares, falsificados ou fabricados por empresas sem licença. Esses relatos auxiliam nas ações de fiscalização e, quando necessário, na adoção de medidas sanitárias como recolhimentos ou interdições.
Os preenchedores dérmicos tornaram-se populares em procedimentos estéticos voltados à correção de volume, suavização de rugas e remodelação facial e corporal. Apesar da ampla utilização, a Anvisa lembra que todos os materiais injetáveis apresentam riscos inerentes, potencializados quando não se respeitam as recomendações de uso. Por essa razão, o órgão regulador enfatiza que a escolha do produto deve levar em conta critérios técnicos e que a aplicação precisa seguir protocolos padronizados.
O alerta divulgado busca reforçar a cultura de segurança entre profissionais e consumidores, evitando complicações que possam resultar em internações prolongadas, sequelas permanentes ou morte. A Anvisa conclui que a vigilância sanitária depende da cooperação de toda a cadeia envolvida — fabricantes, distribuidores, serviços de saúde, profissionais e usuários — para assegurar que somente produtos devidamente avaliados cheguem ao mercado e sejam empregados de forma correta.
Crédito da imagem: Reuters/Michael Weber