Detalhes do boletim
O documento divulgado nesta terça-feira é assinado pelos profissionais responsáveis pelo atendimento: o cirurgião-geral Cláudio Birolini; os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado; o coordenador da UTI Geral, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e o diretor-geral do DF Star, Allisson B. Barcelos Borges. Todos reforçaram que o tratamento permanece focado em combater a infecção pulmonar e em preservar a função respiratória.
Condições no momento da internação
Detido no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e delitos correlatos, Bolsonaro passou mal na manhã de sexta-feira (13). Agentes penitenciários acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois de ele apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
A equipe do Samu conduziu o ex-presidente ao Hospital DF Star, referência em cuidados de alta complexidade na capital federal. Na admissão, exames apontaram a broncopneumonia bacteriana bilateral. Desde então, Bolsonaro permanece sob vigilância contínua, recebendo medicamentos por via venosa e realizando sessões de fisioterapia voltadas à recuperação da capacidade pulmonar.
Permanência na UTI
Segundo os especialistas responsáveis, a manutenção na UTI tem como objetivo garantir resposta rápida a eventuais instabilidades hemodinâmicas ou respiratórias. A equipe também monitora resultados laboratoriais diários para avaliar a eficácia da antibioticoterapia e acompanhar marcadores de inflamação.
Embora o último boletim evidencie melhora clínica, os médicos reforçam que infecções pulmonares dessa natureza exigem vigilância constante até a completa reversão do quadro. O hospital não divulgou estimativas de tempo para transferência à enfermaria ou retorno ao sistema prisional.
Equipe multidisciplinar
Além dos médicos citados, profissionais de fisioterapia, enfermagem e nutrição acompanham o caso. A fisioterapia respiratória busca facilitar a expectoração e otimizar a ventilação, enquanto a fisioterapia motora tem o objetivo de reduzir perdas funcionais causadas pelo repouso prolongado. A nutrição, por sua vez, é ajustada para favorecer o sistema imunológico e contribuir para a recuperação tecidual.
Aspectos legais
Como o ex-presidente se encontra sob custódia judicial, autoridades penitenciárias acompanham sua permanência no hospital. Qualquer alteração na rotina de visitas ou na logística de segurança é definida em conjunto pela administração prisional e pela direção do DF Star, seguindo protocolos para presos hospitalizados.
Próximos passos
O hospital indicou que novos boletins serão emitidos de acordo com a evolução do quadro clínico. Até lá, Bolsonaro seguirá sob observação intensiva, recebendo a medicação prescrita e participando das sessões de fisioterapia programadas. A equipe reafirmou que a estabilidade atual não permite, por enquanto, projecções sobre alta hospitalar ou retorno ao estabelecimento prisional.
A população carcerária do Complexo da Papuda aguarda orientações oficiais sobre a retomada do ex-presidente ao local de origem. Enquanto a liberação médica não ocorrer, a custódia permanece sob responsabilidade conjunta do serviço penitenciário e do DF Star.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil