O que é Mpox
A Mpox é causada pelo vírus Monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. A infecção pode ocorrer a partir de contato pessoal próximo com lesões cutâneas, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas contaminadas. A manifestação clínica principal é uma erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que costuma persistir de duas a quatro semanas.
Outros sintomas frequentes incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, fadiga e inchaço de gânglios linfáticos. As lesões podem surgir no rosto, palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal, genitais ou área anal.
Formas de transmissão
O vírus se propaga por contato direto entre pessoas, seja por gotículas ou aerossóis de curto alcance durante a fala e a respiração, seja por contato pele a pele, incluindo relações sexuais vaginais ou anais, sexo oral, beijos e toques prolongados. Objetos recentemente contaminados com secreções ou material das lesões também podem atuar como fonte de infecção.
O período de incubação – intervalo entre o contágio e o aparecimento dos primeiros sinais – varia de 3 a 16 dias, podendo alcançar 21 dias. Diante de sintomas suspeitos, o Ministério da Saúde recomenda procurar uma unidade de saúde para coleta de amostra laboratorial, exame que confirma ou descarta o diagnóstico. Entre as hipóteses clínicas que devem ser diferenciadas estão varicela, herpes, sífilis, linfogranuloma venéreo e outras doenças que provocam erupção papular ou vesicular.
Medidas de isolamento
Pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox devem iniciar isolamento imediato e permanecer afastadas de atividades coletivas até o fim do período de transmissão. Durante esse intervalo, não se deve compartilhar toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres ou quaisquer objetos de uso pessoal.
Tratamento e prevenção
Não há medicamento específico aprovado para a Mpox. O tratamento concentra-se no alívio dos sintomas, na prevenção de complicações e na redução do risco de sequelas. Casos graves podem demandar internação, uso de antivirais e suporte intensivo.
A principal estratégia de prevenção é evitar contato direto com indivíduos suspeitos ou confirmados. Quando o contato for inevitável, recomenda-se utilizar luvas, máscara, avental e óculos de proteção. A higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel deve ser realizada com frequência, especialmente após tocar em superfícies potencialmente contaminadas.
Também é indicado lavar roupas de cama, vestuário, toalhas e objetos da pessoa doente com água morna e detergente, além de desinfetar superfícies e descartar adequadamente materiais contaminados, como curativos.
Risco de complicações
Na maioria dos pacientes, os sintomas desaparecem espontaneamente em algumas semanas. Entretanto, recém-nascidos, crianças e pessoas com imunossupressão pré-existente estão mais suscetíveis a quadros severos e a óbito. Complicações podem envolver lesões extensas, infecções bacterianas secundárias, encefalite, miocardite, pneumonia e comprometimento ocular.
Estudos apontam taxas de mortalidade que variam de 0,1% a 10%, diferença atribuída a fatores como acesso a serviços de saúde e condições imunológicas dos infectados.
O Ministério da Saúde continua monitorando a evolução dos casos e orienta a população a adotar as medidas de prevenção recomendadas, buscar assistência médica ao primeiro sinal da doença e seguir rigorosamente o isolamento até completa cicatrização das lesões.
Crédito da imagem: REUTERS/Arlette Bashizi