Até o momento, o estado recebeu aproximadamente três milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Esses lotes vêm sendo distribuídos aos 645 municípios paulistas, que organizam seus próprios cronogramas de atendimento nas UBS e, em alguns casos, em postos volantes instalados em escolas, terminais de ônibus ou drive-thrus.
Dados consolidados pela secretaria indicam que, desde o início do ano até 20 de março, São Paulo registrou 5.801 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus influenza, com 401 mortes confirmadas no período. Os números reforçam o alerta para que pessoas dos grupos prioritários recebam a dose anual o quanto antes, reduzindo o risco de complicações.
Além de idosos, crianças pequenas, gestantes e puérperas, a campanha contempla outras categorias profissionais e populacionais. Integram a lista de vacinação prioritária:
- profissionais de saúde;
- professores do ensino básico e superior;
- povos indígenas;
- comunidades quilombolas;
- pessoas em situação de rua;
- integrantes das forças de segurança e salvamento;
- militares das Forças Armadas;
- portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
- pessoas com deficiência permanente;
- caminhoneiros;
- trabalhadores de transporte coletivo rodoviário urbano ou de longo curso;
- empregados dos Correios;
- trabalhadores portuários;
- população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.
Para receber a dose, é recomendável que o usuário apresente um documento de identidade com foto e, quando aplicável, comprovante de categoria profissional, laudo médico que indique doença crônica ou documento que comprove a condição específica. Crianças precisam levar a carteira de vacinação para atualização do esquema vacinal geral.
A campanha paulista seguirá o calendário nacional, que costuma liberar as doses remanescentes para toda a população após o término do período destinado aos grupos prioritários. No entanto, a secretaria reforça que a meta de 90% precisa ser atingida antes de qualquer ampliação do público-alvo, a fim de garantir proteção adequada às pessoas mais suscetíveis a complicações.
Informações adicionais sobre eficácia, possíveis eventos adversos e contraindicações da vacina contra a gripe podem ser consultadas no portal “Vacina 100 Dúvidas”, iniciativa do governo estadual que reúne respostas a perguntas frequentes sobre imunização e doenças preveníveis.
Crédito da imagem: Joédson Alves/Agência Brasil