Mobilização federal e repasse de recursos
Na quinta-feira, 2 de abril, o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões à prefeitura de Dourados. Do total, R$ 1,3 milhão financiará ações de socorro e assistência humanitária; R$ 974,1 mil cobrirão despesas com limpeza urbana, remoção de resíduos e transporte para aterro sanitário; e R$ 855,3 mil apoiarão atividades de vigilância, atendimento e controle da doença.
Terena explicou que os valores já estão disponíveis nas contas do estado e do município, responsáveis pela contratação emergencial de bens e serviços. A expectativa é acelerar intervenções para reduzir a transmissão do vírus e garantir atendimento adequado aos pacientes.
Reforço de pessoal para controle vetorial
O Ministério da Saúde vai contratar temporariamente 50 agentes de combate a endemias, 20 dos quais começam a atuar em 4 de abril. Eles se somarão a 40 militares enviados pelo Ministério da Defesa, formando força-tarefa destinada a localizar e eliminar criadouros do Aedes aegypti e apoiar as equipes de assistência.
Além dos novos agentes, profissionais da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) já estão em Dourados, integrados às equipes da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. O grupo realiza visitas diárias às aldeias Bororó e Jaguapiru, onde o cenário epidemiológico oscila e exige monitoramento constante para direcionar o atendimento de casos agudos.
Ações de vigilância e saneamento
O controle do vetor permanece como principal estratégia para interromper a cadeia de transmissão. O plano de trabalho em andamento prevê visitas domiciliares, aplicação de larvicidas, uso de máquinas de nebulização e orientação à população sobre eliminação de recipientes capazes de acumular água. A limpeza urbana, com remoção de entulho e descarte adequado de resíduos, foi destacada pelas autoridades como passo essencial para reduzir a proliferação do mosquito.
Em visita às comunidades indígenas, Eloy Terena cobrou da administração municipal ajustes no serviço de coleta de lixo. O ministro ressaltou que a reserva está cercada pela expansão urbana de Dourados e exige atenção equivalente àquela dispensada aos demais bairros no manejo de resíduos sólidos.
Alerta epidemiológico e assistência continuada
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) do DSEI-MS mantém alerta para o aumento de notificações e orienta as equipes a priorizarem casos de maior gravidade. Segundo representantes da Força Nacional do SUS, o perfil epidemiológico muda rapidamente, o que dificulta afirmar, no momento, se o número de ocorrências está diminuindo ou avançando em cada aldeia. Relatórios diários buscam apontar áreas com maior necessidade de intervenção.
Enquanto isso, as unidades de saúde reforçam protocolos de diagnóstico e tratamento, com ênfase em gestantes, crianças e pessoas com comorbidades, grupos considerados mais suscetíveis a complicações da doença. A contratação emergencial de pessoal e a alocação de recursos federais pretendem aliviar a pressão sobre os serviços locais, que registram aumento na demanda por atendimento ambulatorial e hospitalar.
As ações anunciadas envolvem três frentes principais: intensificação do combate ao mosquito, fortalecimento da assistência médica e aprimoramento da infraestrutura urbana para reduzir focos de infestação. O governo federal informou que continuará acompanhando a execução das medidas e poderá liberar novas parcelas de recursos caso haja necessidade.
Crédito da imagem: Secretaria de Saúde MS/Divulgação