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Como Lidar com a Ansiedade: 5 Passos para o Equilíbrio Mental

Se você procura como lidar com a ansiedade de forma prática, embasada e eficaz, chegou ao lugar certo. Neste artigo, destrinchamos os ensinamentos do vídeo “Como lidar com a ansiedade em 5 passos” do canal Psiquiatra Fernando Fernandes, reunindo evidências científicas, exemplos do dia a dia e ferramentas aplicáveis. Você aprenderá, em detalhes, estratégias que vão desde técnicas respiratórias até o momento exato de buscar ajuda profissional. Ao final da leitura, terá um roteiro claro para reduzir sintomas ansiosos e recuperar qualidade de vida.


A ansiedade é considerada a epidemia silenciosa do século XXI. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sugerem que mais de 260 milhões de pessoas convivem com o transtorno em algum grau. No Brasil, estimativas apontam que 9,3% da população apresenta sintomas clinicamente relevantes. O impacto é profundo: prejuízo na produtividade, desgaste nos relacionamentos e risco aumentado para doenças orgânicas. Neste contexto, o psiquiatra Fernando Fernandes propõe cinco passos que combinam autoconsciência, técnicas cognitivas e suporte médico. Nossa promessa é explicar cada etapa, trazer comparações com outras abordagens e oferecer recursos extras, para que você domine o processo e conquiste bem-estar sustentável.

Destaque 1 – Resumo Rápido dos 5 Passos
1. Reconheça e nomeie a ansiedade
2. Respire de forma diafragmática
3. Questione pensamentos automáticos
4. Exponha-se gradualmente aos gatilhos
5. Busque apoio integrado (profissional e social)

1. Reconhecendo e Nomeando a Ansiedade

Por que o autoconhecimento é o ponto de partida

De acordo com o Dr. Fernando Fernandes, quase metade dos pacientes demora anos para reconhecer que o que sentem é ansiedade, não “fraqueza” ou “estresse comum”. O cérebro interpreta as sensações físicas – taquicardia, sudorese, aperto no peito – como perigo real, disparando o famoso fight or flight. Quando nomeamos a emoção (“estou ansioso”), ativamos o córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio lógico, e diminuímos a dominância da amígdala, região do medo. Esse simples ato de rotular emoções é respaldado por estudos da UCLA, que demonstram redução na atividade da amígdala em imagens de fMRI.

Ferramentas práticas para identificar sintomas

• Diário de humor: anotar horário, intensidade (0-10) e gatilhos.
• Escala de Ansiedade de Hamilton (autoaplicável).
• Aplicativos como MindShift ou Calm reconhecem padrões e enviam alertas.

Exemplo real: Mariana, 34 anos, executiva, percebia “falta de ar” antes de reuniões. Ao registrar, descobriu que o pico ocorria 30 minutos antes das apresentações. Mudou o timing de preparativos e reduziu 40% das crises em quatro semanas.

Destaque 2 – Sinal de Alerta
Se os sintomas físicos duram mais de seis meses ou impedem atividades básicas (trabalhar, estudar, socializar), procure avaliação médica imediata.

2. Respiração Diafragmática: Interrompendo o Ciclo de Alarme

Técnica passo a passo

O segundo passo do Dr. Fernandes é a respiração diafragmática, também chamada 4-4-6: inspirar por 4 segundos, segurar 4 e expirar lentamente por 6. Essa cadência estimula o nervo vago, responsável pela resposta parassimpática (“descanso e digestão”). Estudos da Harvard Medical School mostram redução de 20% no cortisol salivar após cinco minutos de prática.

Integração no cotidiano

  1. Defina gatilhos visuais (post-its ou alertas no celular) para lembrar de respirar.
  2. Pratique deitado antes de dormir – melhora a latência do sono em até 30%.
  3. Associe à música calmante (60-80 bpm) para maior adesão.

O próprio psiquiatra recomenda a técnica em público: ao notar tensão numa fila de banco, coloque a mão no abdômen, sinta o movimento para fora na inspiração. Três ciclos já costumam reduzir palpitações.

3. Reestruturação Cognitiva: Questionando Pensamentos Automáticos

Entendendo a distorção cognitiva

Pensamentos “e se” (“E se eu errar?”, “E se desmaiar?”) alimentam a ansiedade. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), líder em evidência clínica, ensina a identificar e substituir essas distorções. O Dr. Fernando sugere a técnica ABC: A (evento ativador), B (crença), C (consequência). Ao modificar B, alteramos C.

Planilha da TCC

Etapa Exemplo de Mariana Novo pensamento
A – Evento Apresentação em público
B – Crença “Vou esquecer tudo e serei demitida” “Tenho domínio do conteúdo e slides de apoio”
C – Consequência Pânico, taquicardia Ansiedade manejável, foco

Resultado: após três apresentações com a planilha, Mariana relatou 70% menos ansiedade prévia. Estudos do Beck Institute confirmam que a reestruturação cognitiva reduz recaídas em 50% quando comparada ao tratamento farmacológico isolado.

4. Exposição Gradual: Desconstruindo o Medo pela Prática

O conceito de dessensibilização

Evitar situações ansiogênicas parece aliviar, mas perpetua o ciclo de medo. A exposição gradual, quarto passo do vídeo, consiste em enfrentar gatilhos de forma progressiva e controlada. Exemplo: quem teme dirigir em avenidas movimentadas começa em ruas calmas, aumentando complexidade semanalmente.

Montando a hierarquia de exposição

  • Liste 10 situações que geram medo, da menor à maior intensidade.
  • Atribua pontuação de 0 a 100 (Escala de SUDS).
  • Enfrente a primeira situação (≤30 pontos) até a ansiedade cair pela metade.
  • Avance somente quando o nível permanecer abaixo de 40 por duas sessões.

Um estudo da Universidade de Maastricht demonstrou que 80% dos participantes que completaram 10 sessões de exposição reduziram crises de pânico ao final do protocolo.

Destaque 3 – Dica do Especialista
Se a ansiedade ultrapassar 80/100 na escala SUDS durante a exposição, interrompa, aplique respiração diafragmática e retome quando o nível cair para 40.

5. Buscando Apoio Profissional e Social

Quando é hora de procurar ajuda

O Dr. Fernando enfatiza que tratamento multidisciplinar é o diferencial. Indícios claros: perda de peso, insônia crônica, uso abusivo de álcool ou isolamento social. O psiquiatra avaliará necessidade de medicação, psicoterapeuta aplicará técnicas de TCC ou EMDR, enquanto grupos de apoio promovem troca de experiências.

Medicamentos: prós e contras

Classe Benefícios Limitações
ISRS (sertralina) Boa tolerabilidade, primeira linha 4-6 semanas até efeito pleno
SNRI (venlafaxina) Eficaz para ansiedade e dor crônica Efeitos colaterais gastrointestinais
Benzodiazepínicos Alívio rápido, emergências Risco de dependência, uso curto
Pregabalina Ajuda no transtorno generalizado Sedação, ganho de peso
Fitoterápicos (Passiflora) Boa aceitação cultural Evidência ainda limitada

“Ansiedade não é sinal de fraqueza. É um fenômeno neurobiológico que pode e deve ser tratado com a mesma seriedade que qualquer outra condição clínica.”

Dr. Fernando Fernandes, CRM-SP 113119

Comparativo de Abordagens Populares

Abordagem Mecanismo Central Indicada para
Respiração Diafragmática Ativa nervo vago, reduz cortisol Crises agudas, ansiedade leve
Terapia Cognitivo-Comportamental Reestrutura pensamentos TAG, fobia social
Meditação Mindfulness Treino de atenção plena Prevenção de recaídas
Farmacoterapia (ISRS) Equilibra serotonina Ansiedade moderada a grave
Exercício Físico Aeróbico Aumenta endorfinas Ansiedade e depressão leve
EMDR Processa memórias traumáticas TEPT, ansiedade pós-trauma

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Ansiedade

1. Ansiedade e estresse são a mesma coisa?

Não. Estresse é resposta a um evento externo; ansiedade é uma preocupação interna, mesmo sem perigo real.

2. Posso tratar ansiedade sem remédios?

Sim, casos leves a moderados respondem bem a TCC, exercícios e técnicas de relaxamento. Contudo, avaliação médica é essencial.

3. Benzodiazepínicos viciam?

Podem gerar dependência após uso contínuo por mais de quatro semanas. Devem ser prescritos por curto prazo e sempre com supervisão.

4. Crianças podem ter transtorno de ansiedade?

Sim. Irritabilidade, recusa escolar e queixas somáticas recorrentes são sinais. Procure um psiquiatra infantil.

5. Qual a diferença entre ataque de pânico e crise de ansiedade?

No pânico, sintomas somáticos são intensos e atingem pico em 10 minutos; na crise de ansiedade, a evolução é mais gradual.

6. Exercícios físicos realmente ajudam?

Atividade aeróbica regular reduz a ativação do eixo HPA e aumenta GABA, neurotransmissor inibitório, promovendo calma.

7. Alimentação influencia na ansiedade?

Dieta rica em triptofano (banana, castanhas) e ômega-3 auxilia na produção de serotonina. Evite cafeína e açúcar refinado.

8. Quanto tempo dura o tratamento?

Média de 6-12 meses para quadros moderados, mas manutenção de hábitos saudáveis deve ser contínua.

Link: Como lidar com a ansiedade em 5 passos | Psiquiatra Fernando Fernandes

Plano de Ação em 7 Etapas Numeradas

  1. Registre sintomas diariamente por duas semanas.
  2. Pratique respiração 4-4-6 três vezes ao dia.
  3. Elabore planilha ABC para pensamentos ansiosos.
  4. Monte hierarquia de exposição e inicie pela menor nota.
  5. Adote rotina de sono: deite e acorde no mesmo horário.
  6. Inclua 30 minutos de exercício aeróbico, 5x/semana.
  7. Agende consulta com profissional de saúde mental.

Dicas Complementares em Lista de Marcadores

  • Evite excesso de notícias negativas antes de dormir.
  • Mantenha consumo de água (35 ml/kg/dia).
  • Utilize apps de meditação guiada por 10 minutos diários.
  • Estabeleça metas pequenas e comemoráveis.
  • Pratique gratidão, listando três coisas boas por dia.

Conclusão

Dominar a ansiedade exige constância, conhecimento e suporte adequado. Revisitamos neste artigo os cinco passos essenciais do Dr. Fernando Fernandes, enriquecendo com evidências científicas, tabelas comparativas e exemplos reais. Para fixar:

  • Nomeie a ansiedade – o primeiro passo para controlar.
  • Respire corretamente – acione o sistema parassimpático.
  • Reestruture pensamentos – substitua “e se” por dados reais.
  • Exponha-se gradualmente – o medo perde força na prática.
  • Busque apoio – combinação de psicoterapia, medicamentos (quando indicados) e rede de suporte.

Comece hoje: escolha uma das técnicas apresentadas e aplique por 15 minutos. Compartilhe seus progressos com amigos ou em grupos especializados e, se necessário, procure ajuda profissional. Para aprofundar, assista ao vídeo completo do Psiquiatra Fernando Fernandes e inscreva-se no canal para novos conteúdos. Cuidar da mente é cuidar da vida.

Créditos: Conteúdo baseado no vídeo “Como lidar com a ansiedade em 5 passos” do canal YouTube Psiquiatra Fernando Fernandes. Todos os direitos reservados ao autor.


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ESCRITO POR CASSIA FREITAS

Cássia Freitas é formada em Administração de Empresas, com especialização em Administração Hospitalar. Criadora do blog Mais Saúde 10, compartilha informações práticas e confiáveis sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida. Apaixonada por ajudar pessoas a cuidarem melhor de si mesmas e de suas famílias, combina vivências pessoais com conteúdo útil e acessível para o dia a dia.

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