Além da produção e logística dos lotes, a pasta investe em abastecimento de insumos, monitoramento de estoques e repasse de orientações técnicas às secretarias estaduais e municipais para garantir a oferta contínua das doses ao longo do período de vacinação.
Público prioritário
A imunização é recomendada principalmente para crianças de 6 meses até 5 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes; puérperas; idosos a partir de 60 anos; e para pessoas consideradas com maior risco de complicações, como portadores de doenças crônicas, imunossuprimidos, profissionais de saúde, professores, população indígena e outros grupos previstos em norma técnica federal.
No caso das crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal depende do histórico individual. Quem já recebeu pelo menos uma dose em anos anteriores deve ser imunizado com apenas uma aplicação nesta campanha. Crianças que nunca foram vacinadas precisam de duas doses, administradas com intervalo mínimo de quatro semanas. A mesma orientação vale para crianças indígenas dentro da faixa etária e para menores com comorbidades que ainda não iniciaram o esquema.
Pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais também necessitam de avaliação do cartão de vacina. Caso não possuam registro de imunização contra a influenza, passam a receber duas doses, respeitando o intervalo recomendado. Já os adultos que já foram vacinados em temporadas anteriores tomam apenas uma dose anual, independentemente do ano em que ocorreu a última aplicação.
Ações de comunicação
Para ampliar o alcance das informações, desde quinta-feira, 26 de abril, o Ministério da Saúde envia mensagens institucionais por aplicativos de comunicação instantânea. O envio tem o propósito de reforçar a importância da vacinação, esclarecer dúvidas frequentes sobre segurança e eficácia do imunizante e incentivar a população a utilizar exclusivamente canais oficiais para obter orientações.
Situação epidemiológica
Dados preliminares do Sistema de Vigilância em Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) indicam aumento na circulação de vírus respiratórios no início de 2026. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de SRAG no país, com aproximadamente 840 óbitos. Entre as infecções graves analisadas, 28,1% tiveram confirmação laboratorial para influenza. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação em larga escala é considerada a medida mais efetiva para reduzir a pressão sobre os serviços de saúde e mitigar o impacto da doença em grupos de maior vulnerabilidade.
Como se vacinar
Para receber a dose, basta integrar o público recomendado e procurar a UBS mais próxima, levando documento de identificação e, se possível, o cartão de vacinação. A pasta ressalta que não é necessário agendamento prévio em boa parte das unidades, mas orienta a população a verificar o horário de funcionamento dos postos de saúde de cada município.
Além da imunização, profissionais de saúde reforçam que medidas complementares, como higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória e uso de máscara em caso de sintomas gripais, contribuem para reduzir a disseminação do vírus enquanto a cobertura vacinal da campanha avança.
Crédito da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil