Além da criação do novo setor de trauma, os aportes recentes permitiram a ativação de 140 leitos adicionais e a duplicação da capacidade anual de atendimentos, que passou de 84 mil para 167 mil registros. O quadro de profissionais também foi reforçado, subindo de 2,5 mil para 4,6 mil trabalhadores, entre médicos, enfermeiros, técnicos e equipes de apoio.
Outra melhoria citada pelo Ministério da Saúde foi a reabertura da emergência da unidade, que permaneceu fechada por aproximadamente uma década. O hospital passa, ainda, por obras para recuperar o Centro de Imagem, fundamental para diagnósticos de maior precisão. A expectativa do governo federal é concluir a reestruturação completa até o fim do primeiro semestre.
Fundado em 1945, o Hospital Federal do Andaraí abriga a primeira unidade de tratamento de queimados do Brasil e é parte importante da história da medicina no país. Autoridades presentes na solenidade afirmaram que, após anos de funcionamento limitado e falta de investimentos, a atual intervenção busca restaurar a plena operação do complexo hospitalar.
Embora os investimentos sejam de origem federal, a gestão do hospital foi transferida para a Prefeitura do Rio de Janeiro em dezembro de 2024. Segundo o prefeito Eduardo Paes, o acordo de municipalização prevê custeio integral do governo federal para manutenção das atividades e para a sequência das obras, garantindo a continuidade dos serviços à população carioca e fluminense.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a modernização da unidade representa um “renascimento” do hospital, lembrando que profissionais de destaque na medicina brasileira já atuaram no Andaraí ao longo de sua trajetória. Segundo ele, a recomposição estrutural e o fortalecimento das equipes deverão refletir no aumento da resolutividade dos casos atendidos, sobretudo os de maior complexidade.
Além de ampliar a oferta de leitos e serviços, o hospital passará a realizar consultas e procedimentos de especialidades antes indisponíveis ou com capacidade reduzida, como transplantes, cirurgias oncológicas e exames de alta tecnologia. A iniciativa faz parte dos objetivos do Agora Tem Especialistas, que pretende diminuir o tempo entre a primeira consulta e a conclusão do tratamento.
Com a expansão do atendimento de trauma para até 650 pacientes por dia, a unidade espera reduzir a sobrecarga em outros serviços de urgência da capital. O aumento de profissionais e a reabertura da emergência devem contribuir para agilizar o fluxo de pacientes, possibilitando triagem e encaminhamento mais rápidos.
Autoridades federais e municipais afirmam que a integração entre União e prefeitura permitirá a manutenção do novo padrão de atendimento mesmo após o fim das obras. A prefeitura assumirá a operação cotidiana, enquanto o governo federal continuará responsável pelo financiamento das expansões e dos insumos.
O reforço na estrutura do Andaraí segue a estratégia do Ministério da Saúde de priorizar hospitais federais no Rio de Janeiro, considerados essenciais para suprir a demanda regional por tratamentos de alta complexidade. Os investimentos contemplam, além do Andaraí, unidades como os hospitais dos Servidores, de Bom Sucesso e de Ipanema, e institutos como o do Coração e o Nacional de Traumatologia e Ortopedia.
Com a entrega do novo setor de trauma e a expansão das áreas de clínica médica, o Hospital Federal do Andaraí se prepara para atuar em capacidade ampliada nos próximos meses, contribuindo para reduzir filas e oferecer atendimento especializado a um número maior de pacientes no estado.
Crédito da imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil