O novo edital disponibiliza 1.351 vagas para compor equipes de Saúde da Família, 75 para equipes de consultório na rua — voltadas ao atendimento de pessoas em situação de rua — e 98 destinadas a Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Todas as posições têm duração prevista de até 48 meses, período em que o profissional alia assistência direta a ações de ensino, pesquisa e extensão.
Embora o certame seja aberto a médicos de diferentes formações, a seleção prioriza profissionais graduados em instituições brasileiras ou com diploma revalidado no país. O critério busca reforçar a presença de médicos com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM) e familiarizados com o sistema de saúde nacional.
Três perfis orientam a classificação dos candidatos. O perfil 1 compreende médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado e CRM ativo. O perfil 2 abrange brasileiros formados no exterior, identificados como intercambistas, enquanto o perfil 3 contempla médicos estrangeiros habilitados a exercer a profissão fora do território brasileiro. A lista de classificação respeita essa ordem de preferência ao preencher as vagas.
Os selecionados recebem bolsa-formação mensal no valor de R$ 14.121,63, destinada a custear as atividades educacionais e assistenciais desenvolvidas durante o ciclo. A carga horária semanal é de 44 horas, distribuídas entre atendimentos em unidades básicas de saúde e ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao fortalecimento da APS local.
Quando houver necessidade comprovada de mudança de domicílio para o município de atuação, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo. O benefício não excede três vezes o valor da bolsa-formação e busca minimizar impactos financeiros da realocação, facilitando a fixação do profissional na região designada.
Além da remuneração e da experiência prática, o programa oferece formação continuada, com módulos educacionais que abordam protocolos clínicos, gestão em saúde e temas específicos de interesse da comunidade atendida. O objetivo é atualizar conhecimentos e qualificar o atendimento, fortalecendo a rede de atenção básica do SUS.
Após a divulgação do resultado, os médicos classificados deverão apresentar documentação comprobatória, como diplomas, registros profissionais e certificados de regularidade junto aos conselhos de classe. A ausência de qualquer requisito implica desclassificação, abrindo espaço para a convocação de candidatos remanescentes, conforme a ordem de prioridade prevista no edital.
O Mais Médicos também mantém mecanismos de monitoramento e avaliação para acompanhar o desempenho dos profissionais durante o ciclo. Indicadores de produção, frequência e participação nas atividades educacionais são analisados periodicamente, garantindo a qualidade do serviço prestado à população das áreas contempladas.
Os interessados podem consultar detalhes sobre critérios de participação, cronograma completo e distribuição das vagas no edital disponível na Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento. O documento esclarece dúvidas sobre processos de seleção, prazos para recurso e requisitos para permanência, orientando cada etapa até a efetiva entrada em serviço.
Com o encerramento das inscrições na quarta-feira, o Ministério da Saúde reforça o compromisso de ampliar a cobertura médica em regiões historicamente carentes de profissionais e de consolidar a Atenção Primária como porta de entrada preferencial do sistema público de saúde.
Crédito da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil