A preocupação do Ministério da Saúde alcança outras doenças, como a poliomielite. O ministro lembrou que, mesmo erradicada no passado, a paralisia infantil voltou a representar ameaça em virtude da redução das coberturas vacinais. Para evitar o retorno do vírus, a Pasta mantém a orientação de que pais e responsáveis atualizem a caderneta de vacinação das crianças nos postos de saúde.
Além da vacina contra a gripe, a população tem disponível na rede pública imunizantes que, no mercado privado, representavam custos elevados. Padilha citou dois exemplos: a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), indicada para gestantes e bebês, que ajuda a prevenir bronquiolite e pneumonia, e a vacina meningocócica ACWY, capaz de proteger contra diferentes sorogrupos da bactéria que causa meningite. Ambas podem ser administradas gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) conforme as recomendações de idade e grupos prioritários.
O ministro ainda lembrou que a Pasta vem realizando ações paralelas para melhorar o acesso a serviços de diagnóstico e tratamento. Segundo ele, foi concluído o maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS na área da saúde da mulher, com mais de 230 mil atendimentos. “As mulheres são a maioria da população brasileira, as que mais utilizam o SUS e também representam a maior parte dos profissionais de saúde”, frisou Padilha ao justificar a dimensão da iniciativa.
Para garantir a participação da população no Dia D, unidades básicas de saúde, postos volantes e locais de grande circulação foram orientados a funcionar em horário estendido. As secretarias estaduais e municipais de saúde organizaram equipes adicionais, tanto de profissionais da enfermagem quanto de apoio logístico, para assegurar a oferta do imunizante e registrar as doses aplicadas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI).
O Ministério da Saúde reforça a recomendação de que pessoas que integram os grupos prioritários compareçam aos pontos de vacinação portando documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. No caso de crianças, é indispensável a presença de um responsável legal. Gestantes devem apresentar, quando disponível, documento que comprove a condição, como cartão de pré-natal.
Embora crianças, idosos e gestantes figurem como foco principal da campanha, estados e municípios têm autonomia para estender a oferta a outros públicos, caso haja disponibilidade de doses. A pasta informou que o estoque nacional é suficiente para atender à demanda prevista, mas ressaltou a importância da adesão precoce, antes do período de maior circulação do vírus.
Com a realização do Dia D, o governo federal espera reforçar a confiança na vacinação e restabelecer os índices de cobertura considerados ideais pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa integra um conjunto de ações que inclui campanhas de comunicação, capacitação de profissionais de saúde e parcerias com a sociedade civil para disseminar informações confiáveis sobre a segurança e a eficácia dos imunizantes.
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