Ministério da Saúde mobiliza equipes do SUS para apoiar municípios mineiros atingidos pelas chuvas

O Ministério da Saúde deslocou profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública para os municípios de Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira, com a finalidade de reforçar a resposta às consequências das fortes chuvas que afetam a região desde o início da semana. As equipes, formadas por médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística, partiram de Juiz de Fora, cidade que também registrou danos significativos em decorrência dos temporais.

De acordo com a pasta, a missão leva vacinas, medicamentos, kits de primeiros socorros e água potável, além de equipamentos essenciais para estabilizar o atendimento em saúde. Os profissionais vão atuar no acolhimento da população desalojada, prestar suporte psicossocial, oferecer cuidados de saúde mental e contribuir para a reorganização da rede de assistência local, parcialmente comprometida por alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Nos dois municípios mais afetados, o trabalho inicial concentra-se no redirecionamento dos atendimentos para unidades de saúde que permaneceram operacionais, assim como no remanejamento de servidores a fim de garantir cobertura mínima nas áreas de maior demanda. Esse ajuste temporário busca assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais, como vacinação de rotina, assistência materno-infantil e acompanhamento de pessoas com doenças crônicas.

O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou que não haverá escassez de recursos para socorrer as comunidades impactadas. Em deslocamento para Minas Gerais ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Massuda afirmou que a União manterá financiamento, equipes especializadas, suporte técnico e insumos enquanto persistirem os efeitos da emergência climática. A comitiva acompanha in loco a situação das infraestruturas atingidas, incluindo pontes, vias de acesso e instalações de saúde.

Entre as medidas adicionais, o ministério confirmou o envio de carretas de saúde do programa “Agora Tem Especialistas”. Esses veículos adaptados funcionam como ambulatórios móveis e substituirão, de forma temporária, unidades que estão sendo recuperadas ou reconstruídas. Cada carreta dispõe de consultórios, sala de procedimentos e estoque de medicamentos, permitindo a realização de consultas médicas, triagem de enfermagem e exames básicos até que os postos fixos retomem operação.

O contingente da Força Nacional do SUS na região poderá ser ampliado conforme a evolução do quadro hidrológico e as solicitações dos gestores municipais. Segundo a pasta, o objetivo é evitar qualquer lacuna de atendimento caso novas áreas sejam alcançadas por enxurradas ou deslizamentos. Profissionais de apoio logístico também permanecem de prontidão para facilitar o transporte de pacientes a hospitais de referência em Juiz de Fora e Belo Horizonte, se houver necessidade de cuidados de maior complexidade.

Ministério da Saúde mobiliza equipes do SUS para apoiar municípios mineiros atingidos pelas chuvas - Radar da Saúde 22

Imagem: Radar da Saúde 22

Outra frente anunciada envolve o envio de caminhões-pipa vinculados ao Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua). Esses veículos garantirão abastecimento emergencial em bairros onde a rede de distribuição teve tubulações rompidas ou apresentou contaminação por resíduos arrastados pela enchente. Paralelamente, técnicos de vigilância sanitária avaliam a potabilidade da água captada de poços e fontes alternativas, minimizando o risco de surtos de doenças de veiculação hídrica.

Com previsão de mais chuvas nos próximos dias, o Ministério da Saúde mantém monitoramento contínuo do volume pluviométrico e das condições de acesso às comunidades isoladas. Informações diárias fornecidas pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), pela Defesa Civil estadual e pelos municípios orientam a logística de entrega de suprimentos e a eventual expansão do suporte federal. A pasta informou ainda que equipes de vigilância epidemiológica estão de prontidão para identificar precocemente sinais de leptospirose, hepatite A e outras infecções que costumam ocorrer em cenários de alagamento prolongado.

Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

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