Ministra Sônia Guajajara segue na UTI em São Paulo com evolução clínica favorável

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Incor-SP), na capital paulista. O quadro de saúde evolui de forma positiva desde a admissão, ocorrida no sábado, 21, quando a paciente apresentou febre alta, dor abdominal e mal-estar geral, indícios que motivaram a investigação de possível infecção.

De acordo com boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 23, Guajajara encontra-se estável, sem novos registros de febre desde o domingo, 22, e com melhora significativa nos exames laboratoriais. O acompanhamento é conduzido pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano, que confirmou resposta satisfatória ao tratamento instituído. Mesmo com a evolução favorável, os médicos ainda não estipularam data para alta hospitalar, mantendo a ministra em observação contínua.

A permanência na UTI permite monitoramento rigoroso dos sinais vitais e a realização de exames complementares necessários para esclarecer a origem da infecção. A equipe multidisciplinar avalia periodicamente parâmetros cardiovasculares, respiratórios e metabólicos, além de ajustar medicações de acordo com a resposta clínica.

Segundo nota divulgada nas redes sociais da ministra, os sintomas iniciais começaram a regredir ainda no domingo, possibilitando redução da febre e alívio da dor abdominal. A publicação ressalta que, por orientação médica, Guajajara permanece hospitalizada para prevenção de complicações e conclusão do protocolo diagnóstico.

Na avaliação mais recente, exames de sangue apontaram queda nos marcadores inflamatórios, enquanto parâmetros de função renal e hepática se mantiveram dentro da normalidade. Caso o processo de recuperação se mantenha, a expectativa dos profissionais é transferir a paciente da UTI para unidade de internação comum antes da liberação definitiva, prática habitual em quadros infecciosos que mostraram boa resposta inicial.

A agenda oficial da ministra foi integralmente suspensa desde a internação. Compromissos previstos para esta semana, incluindo reuniões com lideranças indígenas e participação em eventos institucionais, serão reagendados após definição do período de convalescença. A Secretaria-Executiva da pasta assumiu a coordenação das atividades administrativas durante a ausência temporária da titular.

Esta não é a primeira vez que Sônia Guajajara passa por atendimento no Incor. Em 2024, a ministra foi hospitalizada na mesma unidade após sentir-se mal durante compromisso público. À época, recebeu alta depois de avaliação cardiovascular completa, sem consequências de longo prazo. O histórico reforçou a escolha pelo centro especializado como referência para o acompanhamento atual, considerado um dos mais avançados do país em cardiologia, pneumologia e infectologia.

As causas específicas do quadro infeccioso ainda não foram divulgadas. Culturas de sangue, exames de imagem e testes laboratoriais adicionais estão em andamento para identificar o agente etiológico e direcionar, se necessário, terapias antimicrobianas específicas. Até o momento, o tratamento é baseado em antibióticos de amplo espectro, hidratação por via venosa e controle rigoroso de sinais vitais.

Ministra Sônia Guajajara segue na UTI em São Paulo com evolução clínica favorável - Radar da Saúde 16

Imagem: Radar da Saúde 16

Além do acompanhamento clínico, a equipe multiprofissional do Incor fornece suporte nutricional e fisioterapêutico, medidas consideradas fundamentais para acelerar a recuperação. A fisioterapia respiratória é aplicada preventivamente para evitar complicações pulmonares que podem surgir durante períodos prolongados de internação, especialmente em pacientes submetidos a uso de antibióticos e imobilidade relativa.

Familiares e assessores próximos mantêm contato constante com a ministra. As visitas são restritas, seguindo protocolos internos do hospital que buscam reduzir o risco de contaminação cruzada entre pacientes em UTI. Boletins médicos oficiais continuarão a ser divulgados assim que houver evolução relevante no quadro clínico.

A internação de uma autoridade federal no sistema público de saúde reforça, segundo especialistas, a importância de acesso equitativo a recursos hospitalares de alta complexidade. O Incor integra a estrutura do Hospital das Clínicas da USP, complexo universitário que concentra pesquisa, ensino e atendimento de referência em diversas especialidades.

Nas redes sociais, representantes de movimentos indígenas, colegas de governo e parlamentares manifestaram apoio à recuperação de Guajajara. As publicações destacam a atuação da ministra em pautas relacionadas à proteção de terras tradicionais, preservação ambiental e direitos dos povos originários, reforçando votos de pronta melhora.

Enquanto não há previsão de alta, a pasta dos Povos Indígenas segue atualizando informações oficiais para evitar especulações. A orientação da equipe médica é manter acompanhamento diário até que todos os indicadores clínicos estejam dentro de parâmetros considerados seguros para o retorno progressivo às atividades.

Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil

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