Segundo nota divulgada nas redes sociais da ministra, os sintomas iniciais começaram a regredir ainda no domingo, possibilitando redução da febre e alívio da dor abdominal. A publicação ressalta que, por orientação médica, Guajajara permanece hospitalizada para prevenção de complicações e conclusão do protocolo diagnóstico.
Na avaliação mais recente, exames de sangue apontaram queda nos marcadores inflamatórios, enquanto parâmetros de função renal e hepática se mantiveram dentro da normalidade. Caso o processo de recuperação se mantenha, a expectativa dos profissionais é transferir a paciente da UTI para unidade de internação comum antes da liberação definitiva, prática habitual em quadros infecciosos que mostraram boa resposta inicial.
A agenda oficial da ministra foi integralmente suspensa desde a internação. Compromissos previstos para esta semana, incluindo reuniões com lideranças indígenas e participação em eventos institucionais, serão reagendados após definição do período de convalescença. A Secretaria-Executiva da pasta assumiu a coordenação das atividades administrativas durante a ausência temporária da titular.
Esta não é a primeira vez que Sônia Guajajara passa por atendimento no Incor. Em 2024, a ministra foi hospitalizada na mesma unidade após sentir-se mal durante compromisso público. À época, recebeu alta depois de avaliação cardiovascular completa, sem consequências de longo prazo. O histórico reforçou a escolha pelo centro especializado como referência para o acompanhamento atual, considerado um dos mais avançados do país em cardiologia, pneumologia e infectologia.
As causas específicas do quadro infeccioso ainda não foram divulgadas. Culturas de sangue, exames de imagem e testes laboratoriais adicionais estão em andamento para identificar o agente etiológico e direcionar, se necessário, terapias antimicrobianas específicas. Até o momento, o tratamento é baseado em antibióticos de amplo espectro, hidratação por via venosa e controle rigoroso de sinais vitais.
Além do acompanhamento clínico, a equipe multiprofissional do Incor fornece suporte nutricional e fisioterapêutico, medidas consideradas fundamentais para acelerar a recuperação. A fisioterapia respiratória é aplicada preventivamente para evitar complicações pulmonares que podem surgir durante períodos prolongados de internação, especialmente em pacientes submetidos a uso de antibióticos e imobilidade relativa.
Familiares e assessores próximos mantêm contato constante com a ministra. As visitas são restritas, seguindo protocolos internos do hospital que buscam reduzir o risco de contaminação cruzada entre pacientes em UTI. Boletins médicos oficiais continuarão a ser divulgados assim que houver evolução relevante no quadro clínico.
A internação de uma autoridade federal no sistema público de saúde reforça, segundo especialistas, a importância de acesso equitativo a recursos hospitalares de alta complexidade. O Incor integra a estrutura do Hospital das Clínicas da USP, complexo universitário que concentra pesquisa, ensino e atendimento de referência em diversas especialidades.
Nas redes sociais, representantes de movimentos indígenas, colegas de governo e parlamentares manifestaram apoio à recuperação de Guajajara. As publicações destacam a atuação da ministra em pautas relacionadas à proteção de terras tradicionais, preservação ambiental e direitos dos povos originários, reforçando votos de pronta melhora.
Enquanto não há previsão de alta, a pasta dos Povos Indígenas segue atualizando informações oficiais para evitar especulações. A orientação da equipe médica é manter acompanhamento diário até que todos os indicadores clínicos estejam dentro de parâmetros considerados seguros para o retorno progressivo às atividades.
Crédito da imagem: Lula Marques/Agência Brasil