O mutirão contempla todas as faixas etárias femininas. Crianças, adolescentes, jovens, adultas e idosas foram selecionadas a partir de critérios estabelecidos pelas equipes locais de regulação, que avaliaram prioridade clínica e disponibilidade de vagas em cada serviço participante.
A lista de instituições mobilizadas inclui santas casas e outras entidades filantrópicas, seis hospitais federais, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e 45 hospitais universitários federais distribuídos em 25 estados. A participação dessas estruturas amplia a capacidade de atendimento simultâneo em diversas especialidades.
Durante o mutirão, pacientes do SUS também receberão 3,8 mil implantes subdérmicos de Implanon, método contraceptivo de longa duração considerado de alta eficácia. O dispositivo tem validade de três anos e amplia as opções de planejamento reprodutivo oferecidas na rede pública.
Para garantir a chegada de usuárias residentes em áreas distantes, foi organizado transporte gratuito. Parceria firmada entre o ministério e o aplicativo de mobilidade 99 disponibiliza 73 mil vouchers de deslocamento de ida e volta, no valor de até R$ 150 cada. Os cupons poderão ser utilizados entre 20 e 23 de março em 40 cidades, sendo 21 capitais, e serão distribuídos pelas secretarias municipais de saúde.
Cada paciente beneficiada receberá um código exclusivo, acompanhado de instruções detalhadas sobre download do aplicativo, ativação do cupom e uso do benefício para deslocamento até o local do atendimento. O serviço foi planejado para contemplar aproximadamente 36 mil mulheres que vivem em municípios ou comunidades sem oferta local dos procedimentos requisitados.
Outra frente do mutirão envolve mulheres indígenas. A pasta organizou transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais) para pacientes que moram em regiões de difícil acesso. Os atendimentos ocorrerão em hospitais universitários situados próximos a esses territórios, localizados em Boa Vista, Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, São Luís, Maceió, Macapá, Cuiabá, Araguaína (TO), Campo Grande (MS) e Dourados (MS).
Esses hospitais já mantêm atendimento regular à saúde indígena, o que, segundo o ministério, permite resposta mais rápida e qualificada às necessidades dessa população, garantindo acolhimento humanizado e resolução dos casos dentro de um ambiente especializado.
Ao longo do fim de semana, a articulação entre hospitais, secretarias municipais e equipes do Ministério da Saúde visa assegurar que todos os procedimentos programados sejam executados conforme o planejamento. A expectativa da pasta é que o esforço concentrado contribua para diminuir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, além de reforçar as ações contínuas de atenção integral à saúde da mulher no SUS.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil