ONU destaca 1,23 milhão de mortes por tuberculose no Dia Mundial de Combate à doença

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado em 24 de março, foi marcado pela Organização das Nações Unidas (ONU) com um balanço que reforça a urgência de intensificar as ações contra a enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,23 milhão de pessoas morreram de tuberculose desde 2024, enquanto 10,7 milhões foram infectadas no mesmo período. Apesar dos números, a agência de saúde contabiliza que cerca de 83 milhões de vidas foram salvas, desde o ano 2000, graças à ampliação do diagnóstico, do tratamento e da prevenção.

“Sim! Podemos Acabar com a Tuberculose”

A campanha deste ano adota o lema “Sim! Podemos Acabar com a Tuberculose”, mensagem que pretende reafirmar a meta global de eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030. A ONU incentiva cada país a reforçar a conscientização sobre as consequências médicas, sociais e econômicas da tuberculose e, paralelamente, a acelerar medidas de controle e resposta.

Origem da data

O dia 24 de março foi escolhido em referência ao anúncio feito pelo médico alemão Robert Koch, em 1882, quando ele apresentou ao mundo a bactéria Mycobacterium tuberculosis — conhecida como Bacilo de Koch — agente causador da enfermidade. Mais de um século depois, o microrganismo continua a representar uma das principais ameaças infecciosas globais.

Transmissão e sintomas

A tuberculose é transmitida principalmente pelo ar. A inalação de pequena quantidade de germes expelidos por pessoas que tossem, espirram ou cospem já é suficiente para gerar infecção. Os sintomas costumam incluir tosse persistente, dor no peito, cansaço, perda de peso, febre e calafrios noturnos. Frequentemente, os sinais permanecem leves durante meses, o que posterga a busca por atendimento e amplia o risco de disseminação.

Chamado à liderança e aos investimentos

Para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e encerrar a epidemia até o fim desta década, a OMS recomenda uma liderança nacional “decisiva e firme”, apoio governamental contínuo e aumento de recursos financeiros internos e externos. A agência também defende a aplicação de diretrizes atualizadas, a incorporação de inovações tecnológicas e a cooperação multissetorial como pilares de uma estratégia eficaz.

Metas e perspectivas

Sob o mote “Liderado por Países, Empoderado por Pessoas”, o movimento global sustenta que o fim da tuberculose depende da mobilização de todos os setores da sociedade. A ONU reforça que a eliminação da doença não é apenas desejável, mas tecnicamente viável, desde que haja compromisso político, financiamento adequado e participação comunitária.

Avanços desde 2000

O relatório mais recente da OMS reforça o progresso alcançado ao longo das últimas duas décadas. Segundo a avaliação, a expansão do acesso a terapias eficazes, a introdução de regimes de tratamento mais curtos e o uso de testes diagnósticos rápidos contribuíram decisivamente para prevenir milhões de mortes. Ainda assim, o ritmo atual é considerado insuficiente para atingir as metas de 2030, o que reforça a necessidade de intensificação das ações em nível nacional e internacional.

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Imagem: Internet

Impacto socioeconômico

Além das perdas de vidas, a tuberculose provoca repercussões econômicas significativas, sobretudo em países de baixa e média renda, onde a doença afeta, em grande parte, a população em idade produtiva. Custos médicos, afastamento do trabalho e estigmatização social agravam ciclos de pobreza e vulnerabilidade.

Próximos passos

Entre as prioridades apontadas pela ONU para os próximos anos estão: ampliar coberturas vacinais, fortalecer sistemas públicos de saúde, garantir abastecimento de medicamentos, acelerar o desenvolvimento de vacinas mais eficazes e aprimorar programas de vigilância epidemiológica. A organização ressalta que o compromisso de cada governo será determinante para traduzir metas globais em ações concretas.

Em meio às comemorações e alertas deste 24 de março, a mensagem final do sistema ONU se concentra na possibilidade real de eliminar a tuberculose. O desafio, segundo a entidade, requer coordenação global, financiamento sustentado e envolvimento ativo da sociedade civil para transformar o slogan “Sim! Podemos Acabar com a Tuberculose” em realidade até o final da década.

Crédito da imagem: UNICEF/Mark Naftalin

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