O histórico recente do instituto demonstra evolução nesse tipo de fabricação. Nos últimos três anos, foram elaboradas aproximadamente 70 próteses por meio de impressão 3D. Com a modernização do parque tecnológico e a chegada dos novos equipamentos, a instituição projeta triplicar a produção em 2026, meta que elevaria o total anual para cerca de 210 unidades, considerando o ritmo atual.
Além da agilidade, os equipamentos instalados permitem ajustes finos no acabamento das peças. A possibilidade de alternar filamentos de diferentes composições químicas contribui para aumentar a resistência mecânica e a uniformidade das próteses, fatores que influenciam diretamente o conforto durante o uso diário. O Into informa que o ganho em qualidade tende a reduzir a necessidade de ajustes posteriores, otimizando recursos e tempo de reabilitação.
Outro serviço oferecido pelo Centir é a confecção de biomodelos, réplicas tridimensionais de estruturas anatômicas obtidas a partir de exames de imagem. Esses modelos facilitam o planejamento pré-operatório, permitindo que as equipes cirúrgicas estudem em detalhes a região que será abordada antes da intervenção. Segundo o instituto, a prática contribui para diminuir o tempo de internação, aumentar a previsibilidade dos procedimentos e reduzir eventuais complicações.
Os guias cirúrgicos personalizados também fazem parte do portfólio. Produzidos conforme as características anatômicas de cada paciente, esses dispositivos auxiliam na colocação precisa de implantes e parafusos, melhorando o alinhamento ósseo e a estabilidade das articulações. Com isso, espera-se abreviar a duração das cirurgias e, consequentemente, diminuir riscos relacionados à anestesia e à exposição prolongada do campo operatório.
A escolha do Caju para abrigar o Centir considerou a proximidade com a sede principal do Into e a facilidade de acesso a importantes vias expressas da cidade. A logística facilita o deslocamento de pacientes e o envio de materiais para outras unidades hospitalares que recebem insumos do instituto. O local passou por adequações estruturais, incluindo climatização específica para manter a estabilidade térmica do parque de impressoras, condição essencial para evitar variações dimensionais nas peças produzidas.
O financiamento do projeto envolveu recursos próprios do Into e emendas parlamentares direcionadas ao fortalecimento da capacidade tecnológica do SUS. Parte do investimento foi aplicada na formação de equipes multiprofissionais, abrangendo engenheiros, fisioterapeutas, ortesistas, protéticos e profissionais da saúde especializados em reabilitação. A integração desses profissionais dentro do Centir busca garantir que cada etapa, do escaneamento anatômico à entrega da prótese ou guia cirúrgico, seja acompanhada por especialistas.
Com a inauguração do Centro Tecnológico de Impressão 3D e Reabilitação, o Into reforça a proposta de expandir o uso de manufatura aditiva em benefício de pacientes ortopédicos atendidos pela rede pública. A expectativa é que a combinação de agilidade, personalização e redução de custos proporcione resultados clínicos mais previsíveis e melhore a qualidade de vida dos usuários do SUS que dependem de próteses e demais dispositivos de suporte à locomoção.
Crédito da imagem: PUC-PR/Divulgação