Segundo o Ministério da Saúde, a rápida confirmação auxilia o acompanhamento clínico e a adoção imediata de medidas como hidratação intensiva e monitoramento de plaquetas. Dessa forma, o profissional de saúde consegue reconhecer precocemente sinais de agravamento, reduzindo o risco de evolução para formas graves, como a dengue hemorrágica.
Contribuição para a vigilância epidemiológica
O diagnóstico antecipado também aprimora o controle da circulação viral. Informações coletadas nos serviços de saúde alimentam sistemas de vigilância e permitem mapear com mais precisão surtos e tendências de transmissão, orientando ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em tempo oportuno.
Como é feito o exame
Baseado na técnica de imunocromatografia, o dispositivo reage quimicamente à presença do antígeno do vírus. Para a coleta, basta um pequeno furo na ponta do dedo e a deposição de algumas gotas de sangue no cassete teste. O resultado fica disponível em poucos minutos, o que agiliza a conduta clínica durante a própria consulta.
Não há necessidade de jejum nem de qualquer preparo prévio. O procedimento não determina qual dos quatro sorotipos da dengue infectou o paciente e tampouco revela infecções anteriores, mas cumpre a função de confirmar a doença em fase aguda.
Disponibilidade e custos
Nos estabelecimentos públicos credenciados ao SUS, o teste será oferecido gratuitamente. Em farmácias e laboratórios particulares, o preço médio é de R$ 40, valor que pode variar conforme a região e a rede comercial.
Sintomas que motivam a procura pelo teste
As principais manifestações da dengue incluem:
- Febre alta, entre 39 °C e 40 °C, de início súbito;
- Dor de cabeça intensa, em especial atrás dos olhos;
- Dores musculares ou articulares;
- Cansaço extremo (prostração);
- Náuseas e vômitos;
- Manchas vermelhas na pele;
- Dor abdominal persistente.
A presença desses sinais justifica a busca imediata por avaliação em unidade de saúde. Mesmo com resultado positivo obtido rapidamente, é imprescindível manter o acompanhamento médico, pois o quadro clínico pode mudar entre o terceiro e o sétimo dia da doença, período crítico para eventuais complicações.
Papel dos profissionais de saúde
A regulamentação define que médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem podem solicitar ou realizar o procedimento, ampliando o acesso em diferentes pontos da rede. Essa flexibilidade é considerada estratégica para regiões com alta demanda ou com limitação de pessoal especializado.
Próximos passos
Com a incorporação do Teste Rápido de Dengue NS1, o Ministério da Saúde reforça a estratégia de diagnóstico precoce já adotada para outras arboviroses, como zika e chikungunya. A expectativa da pasta é que a medida reduza internações e óbitos relacionados à dengue, especialmente durante períodos de maior transmissão, que costumam coincidir com o verão e o início do outono.
Crédito da imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil