Para ampliar a divulgação, o Governo Federal enviará, até quinta-feira, 26, cerca de 10 milhões de mensagens institucionais por meio de aplicativos de comunicação. O objetivo é reforçar informações oficiais, estimular a confiança da população nos canais governamentais e, sobretudo, incentivar a procura pela vacina.
Dados preliminares de 2026 do sistema de vigilância epidemiológica apontam aumento na circulação de vírus respiratórios. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em todo o país, com aproximadamente 840 óbitos. Entre os casos graves analisados em laboratório, a influenza respondeu por 28,1 % das infecções confirmadas, evidenciando a relevância da vacinação como estratégia preventiva.
Na Região Norte, a campanha ocorrerá no segundo semestre, prática adotada anualmente em função do padrão sazonal distinto observado naquela área do país. A estratégia busca alinhar o período de imunização ao pico de circulação do vírus, garantindo maior efetividade da proteção.
A vacina trivalente utilizada neste ano integra o Calendário Nacional de Vacinação e oferece proteção contra três cepas atualizadas: Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021, linhagem Victoria. A composição é revisada anualmente para acompanhar as mutações virais identificadas pela Organização Mundial da Saúde e por laboratórios de referência.
Além dos grupos já mencionados, a imunização contempla trabalhadores de saúde, povos indígenas, puérperas, pessoas privadas de liberdade, adolescentes sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e indivíduos com comorbidades ou condições clínicas especiais. Cada estado poderá incluir outros segmentos, conforme disponibilidade de doses e necessidades locais.
O esquema vacinal infantil varia de acordo com o histórico de imunização. Crianças de 6 meses a 8 anos que já tenham recebido ao menos duas doses da vacina influenza em anos anteriores devem tomar apenas uma dose. Para as que nunca foram vacinadas, o Ministério da Saúde recomenda duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.
A aplicação simultânea com outros imunizantes do calendário nacional é permitida. Dessa forma, a dose contra a gripe pode ser administrada no mesmo momento da vacina contra a covid-19 ou de qualquer outra, sem necessidade de intervalo específico, simplificando a logística para as equipes de saúde e para os usuários.
O Ministério da Saúde reforça que a vacinação anual continua sendo a principal forma de prevenção contra complicações associadas à influenza. A estratégia contribui para reduzir hospitalizações, demanda por leitos de terapia intensiva e mortalidade, especialmente entre idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.
Estados e municípios deverão monitorar diariamente a cobertura vacinal por faixa etária e grupo prioritário, a fim de identificar eventuais bolsões de baixa adesão. A recomendação oficial é que unidades locais de saúde utilizem sistemas de informação em tempo real, possibilitando ajustes rápidos nas estratégias, redistribuição de doses e reforço de campanhas em regiões com menor procura.
Com a distribuição inicial garantida e a estruturação de ações de comunicação, o governo espera alcançar, até o fim de maio, a meta estabelecida de cobertura mínima de 90 % em cada grupo prioritário, repetindo o índice recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde para campanhas de influenza.
Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil