Dois novos registros de sarampo foram confirmados pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo na noite de 30 de junho de 2026. Com isso, o total de ocorrências da doença no estado neste ano chega a sete.
Os casos mais recentes concentram-se em área próxima à divisa com Guarulhos, na Região Metropolitana. Um deles envolve um bebê de seis meses; o outro, uma mulher de 20 anos que é mãe de um dos bebês diagnosticados na semana anterior. Ambos residem na capital paulista.
Na semana passada, o governo estadual já havia anunciado três episódios da infecção, todos em bebês com idade entre seis meses e um ano. Esses cinco primeiros pacientes, somados aos dois confirmados agora, compõem os sete registros de 2026. A origem dos contágios segue em investigação pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Diante do avanço dos números, a secretaria determinou a aplicação da “dose zero” da vacina tríplice viral para crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias que vivam na capital paulista ou em Guarulhos. Pelo calendário de rotina, a primeira dose da tríplice viral é ofertada apenas ao completar 12 meses, mas o cenário atual levou à adoção dessa medida preventiva suplementar.
A dose zero soma-se ao esquema regular e não o substitui. Após recebê-la, a criança deve tomar a primeira dose de rotina aos 12 meses. A segunda aplicação, preferencialmente com a vacina tetraviral, deve ocorrer aos 15 meses de vida, completando o cronograma preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações.
A Secretaria da Saúde orienta que pais, responsáveis e demais moradores do estado busquem a unidade básica mais próxima para checar a situação vacinal. Segundo dados da pasta, a cobertura contra o sarampo em São Paulo atinge 85,32% para a primeira dose e 72,06% para a segunda. Os índices estão abaixo da meta de 95% recomendada pelas autoridades sanitárias.
Pessoas de qualquer faixa etária até 59 anos que não possuam comprovante de imunização ou não tenham concluído o esquema devem atualizar a caderneta. O Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente todas as doses necessárias.
Imagem: Radar da Saúde 11
O sarampo é uma enfermidade viral altamente contagiosa, transmitida por via aérea. Tosses, espirros, fala ou mesmo a respiração de uma pessoa infectada são suficientes para disseminar o vírus no ambiente. Estima-se que, na ausência de imunidade, até 90% dos indivíduos expostos a um doente possam contrair a infecção.
Os sintomas mais característicos incluem manchas vermelhas na pele e febre alta, frequentemente acompanhadas de tosse, conjuntivite, coriza ou mal-estar intenso. Em situações mais severas, o quadro pode evoluir para complicações como diarreia, infecções de ouvido, pneumonia, encefalite e, em casos extremos, cegueira.
A vacinação permanece como a principal ferramenta de proteção coletiva e individual. Ao atualizar o esquema, além de reduzir o risco de adoecimento, a população contribui para impedir a circulação do vírus e evitar surtos que possam alcançar grupos mais vulneráveis, como bebês, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil




